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Se seu cérebro não se emociona, não aprende

11/06/2021

Sem dúvidas todos nós sabemos que tudo que envolve o emocional fica eternamente registrado em nossa memória. É bem fácil perceber isso, basta tentarmos puxar em nossas lembranças experiências que nos marcaram no decorrer da vida. As boas recordações com satisfação e alegria, a ruins, com o coração partido ou com a sensação de vitória, mas ambas "lembramos". A emoção é uma marca, como se fossem "anticorpos" que nos auxiliarão a lidar melhor com nós mesmos e com as situações-problema do nosso dia a dia. 

O Blog do DOM hoje quer compartilha contigo um artigo bem objetivo sobre o que pode representar as emoções na Educação. Vale a boa leitura e com certeza o que tiraremos dela. Segue o texto.

Modelo pedagógico que considera o estudante como um receptor passivo é ineficaz

Em 2010, uma equipe de pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), em Boston, colocou um sensor eletrodérmico no pulso de um estudante universitário de 19 anos, com a finalidade de medir a atividade eléctrica do seu cérebro, durante uma semana inteira. O experimento mostrou que a atividade cerebral do aluno ao assistir a uma aula era quase a mesma de quando assistia à televisão: praticamente nula.

Com esta experiência, os cientistas querem provar que o modelo pedagógico baseado em uma visão do aluno como receptor passivo de informação fornecida por um emissor unidirecional não funciona. 

De acordo com depoimentos colhidos por Ana Torres Menárguez em um artigo para o El País , José Ramón Gamo, neuropsicólogo infantil e diretor do programa de Neurodidática da Universidade Rey Juan Carlos, explica que “o cérebro precisa se emocionar para aprender”.

Isso explica a ênfase dos últimos anos em criar novas pedagogias, incluindo a chamada “neurodidática”.

neurodidática não é uma metodologia, mas um conjunto de conhecimentos que a pesquisa científica tem colocado para o campo da neurociência, especificamente na área que atende à relação da atividade cerebral com processos de aprendizagem.

“Antes só era possível observar o comportamento dos alunos, mas agora, graças às máquinas de neuroimagem podemos ver a atividade cerebral durante a execução de tarefas”, acrescenta Gamo.

Esta informação, então, serve aos professores e educadores para decidir quais métodos podem servir para uma melhor e mais adequada educação dos alunos.

Daniel R. Esparza - publicado em 04/06/21 

FONTE: https://pt.aleteia.org/2021/06/04/se-seu-cerebro-nao-se-emociona-nao-aprende/


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